jusbrasil.com.br
17 de Novembro de 2018

Sorte no jogo, azar no concurso

“Que azar, a banca me reprovou!” – Azar mesmo?

Cintia Brunelli, Auxiliar de Judiciário
Publicado por Cintia Brunelli
há 4 meses

Chorar em posição fetal, agarrada ao travesseiro: eis meu procedimento-padrão quando sou reprovada em um concurso. Nesse momento, que costuma durar em torno de meia hora, sou sempre tentada a jogar toda a culpa em um elemento externo, que costuma ser a banca organizadora.

“Que azar! Se a banca não fosse FGV/FCC/CESPE/Outra, tudo poderia ser diferente”.

Seria mesmo?

Passada a frustração inicial, sou compelida a uma conclusão: a culpa foi minha e unicamente minha.

O fato é que, em uma prova, a sorte socorre somente aos alunos medianos. Não há acaso algum que ajude alguém que não estuda. Por outro lado, aqueles que se preparam terminam por tomar as rédeas do seu destino.

Atribuir responsabilidade a um elemento externo somente tira a energia que você precisa para se reerguer. Porque se o problema está em algo sobre o qual você não tem controle algum, vencer se torna uma tarefa muito mais improvável.

Contar com a “sorte” de ter uma prova feita sob medida para os seus conhecimentos é como esperar ser rico acertando os seis números da mega-sena. Não é impossível, mas...

Ao espernear por causa da banca, da falta de tempo para estudar ou da ausência de compreensão da família (ou outro motivo externo), a mensagem passada ao universo é a de que somos crianças mimadas, choramingando porque não ganhamos um presente do Papai Noel. Contudo, ao assumir responsabilidade pelas nossas próprias derrotas, agimos como adultos diante da vida.

Passada a meia hora inicial de lágrimas da derrota no travesseiro, a pergunta que deve ser feita é: o que poderia ter sido feito? O que você aprendeu?

Você se preparou o suficiente? Dedicou-se como deveria? Adotou a estratégia correta?

Você reprovou somente por uma lacuna de conhecimento sobre as matérias da prova? Ou houve a interferência do nervosismo? Até que ponto seu emocional interferiu no resultado?

Você acreditava que poderia passar? Ou a aprovação parecia um sonho impossível – tão impossível que acabou se materializando em reprovação?

Indo além, você realmente queria trabalhar naquele lugar? Ou buscava somente aceitação social e solução para seus problemas financeiros? Muitas vezes nosso inconsciente nos tira de certos caminhos que, no fundo, não queremos percorrer.

E você? Acredita em sorte e azar?

9 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

Chorar não é problema... até ajuda.
Acho pior quando a pessoa não lamenta os erros, "pode" significar que ela não esteja preocupada com os resultados errados que vem obtendo e com isso não enxergue que precisa ajustar alguns pontos.
O problema mesmo é o 'só chorar', sem ter reação... como foi bem colocado no texto, e esse conselho serve para a vida, é preciso tomar a responsabilidade para si e se assumir como único responsável pelos fracassos e derrotas que acontecem nos concursos (e na vida!). continuar lendo

Sim, ter responsabilidade acima de tudo. Observar o que aconteceu e aprender com seus erros. Senão a vida não flui. Somos os únicos responsáveis pelo nosso destino. Beijos! continuar lendo

Viver e Aprender.
Não acredito em Sorte ou Azar. Acredito que tudo depende de nós mesmos, nossas atitudes, nossas decisões. Tudo terá uma consequência, sendo ela boa ou ruim!
Mas acredito que Deus sabe de todas as coisas, e que tudo tem um proposito em nossas vidas. Pois a Vida não é como nós queremos que fosse, e sim como deve ser!
Devemos sermos, mais humildes e revermos nosso erros. Pois errar é Humano! continuar lendo

Sábias palavras! Também acredito que tudo depende de nossas atitudes e decisões, e que, da mesma forma, existe um propósito para que certos desafios surjam na nossa vida. Devemos estar atentos a isso. Beijão! continuar lendo

Olá querida @cintiabrunelli! Já gostei de você! Acredito que a sorte ajuda quanto mais se estuda com qualidade! Também já contei um pouco da minha história
nessa trajetória de concursos públicos: https://silvimar.jusbrasil.com.br/artigos/547091869/o-contador-de-historias-diario-da-vida-de-um-concurseiro-capitulo-66 continuar lendo

É verdade, a sorte ajuda quanto mais se estuda com qualidade! Concordo plenamente. Obrigada por ter compartilhado sua história! Beijão! continuar lendo

a sorte (ou azar) cada um é que faz a sua. continuar lendo

Concordo, a sorte (ou azar) depende da atitude pessoal de cada um. Abraço! continuar lendo